Vagão


A calma é plena, a paz é total e a satisfação também. As mãos são limpas de responsabilidades, os olhos vêem o claro e não mais um escuro. O clássico chega aos meus ouvidos como nunca, as pernas desfilam com uma tranqüilidade de criança, e quem poderia imaginar? Encontro a bondade dentro do ser sem arrancá-la a força como fazia anteriormente, ajudo a vida a entender que eu a compreendo como nunca. Será que a tempestade passou? Será que meus olhos vêem a luz? Será que tudo tem vida novamente? Sempre teve na verdade. A paz de espírito toma conta de mim e escorre lentamente como se estivesse eu sendo banhado por um óleo português de cima para baixo, bem como o bacalhau do Porto. Leve como um toque de piano clássico e cheio de alegria, vou banhando de felicidade os dias em minha vida. Rezo para um Deus que não possui religião, mas que existe como ninguém. Faço minhas escolhas totalmente ausentadas daquele egoísmo insistente e de meias verdades ora presentes. Leio a alma através dos olhos das pessoas, nada além. Não tenho mais necessidade das antigas ânsias presentes na mais fútil situação. Procurei por tanto tempo sem achar algumas explicações que sempre serão inexistentes. Quem sou eu para mudar o curso do mundo, sou só mais um não tão frio calculista. Um crente da simplicidade, uma pobre alma cheia de bondade e de pureza no coração. Gostaria que todos fossem assim como me sinto agora, um vagão de sentimentos bons a caminho do fim e da razão.

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© 2020 por Julio Lombaldo.