Aquele Abraço!


Dentre os momentos nostálgicos da nossa vida, diria que não há nada como visitar amigos de infância. Isso mesmo, amigos que te viram crescer e tornar-se a pessoa que é. E que talvez por isso não deixem passar nada, eles conhecem cada movimento seu, cada pensamento, cada trejeito, cada abraço. Não exageraria em dizer que eles literalmente sabem que você vai dar um passo pra direita ao invés da esquerda. Eles sabem quantos segundos você leva pra caminhar da sua velha casa até a casa deles. Claro, eles te viram fazer por anos e anos. Sabem olhar nos seus olhos e dizer: “Tem algo errado Julio?” É porque tem, é porque te conhecem! No último domingo visitei um dos meus tantos amigos de infância e vi que não só nada mudou, mas tudo é melhor a cada ano que passa, nos conhecemos mais e fica cada vez mais evidente que eu já sei o que ele vai me dizer e ele sabe o que eu vou dizer, mas ambos queremos ouvir, falar e rir juntos. É fantástico! Confesso que dessa última vez que nos vimos foi aquela que teve o maior intervalo de tempo e assuntos para colocar em dia não estavam em falta. O sentimento de vê-lo e dividir uma bebida com ele tinha sido sim exaltado por esse tempo sem sequer um simples “oi”. Sempre notei forte aquele sentimento de amizade que pode ir além de tudo e que sim, podemos ter amigos incríveis independente de qualquer divisão social que te propõem, seja ela de cor, de nível, de gênero. Depois de 3 horas de um papo regado a risadas, espantos e até mesmo de choro, na hora de dar tchau, Marcelo levantou, disse até logo e me de um grande abraço, como nunca tinha me dado antes. Em outras palavras, foi “aquele abraço”. Um gesto de puro carinho que enaltece a amizade de uma vida. E que sim, pode ser mais valorizada do que qualquer outra coisa. Dentre as coisas boas e ruins da nossa vida, às vezes podemos usar a música para mostrar que a letra é a mais pura realidade, pois no fim das contas, como diria Gilberto Gil, “meu caminho pelo mundo, eu mesmo traço” ou então “quem sabe de mim sou eu e pra você que me esqueceu, aquele abraço”.

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